Pesquisa aponta que 4 em cada 10 empresários pretendem efetivar temporários

Natal foi o período do ano mais citado para justificar contratações; Cafeteria aposta em confraternizações para ampliar quadro de funcionários.

Com a demanda de fim de ano, o número de empregos temporários deve crescer. Diante desse cenário, uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito em todas as regiões do país aquece ainda mais as expectativas. Segundo o estudo, 4 em cada 10 empresários pretendem efetivar os temporários contratados. No total, cerca de 1.177 empresários dos ramos de comércio e serviços foram consultados.

Desse número, 29% responderam que pretendem efetivar um único colaborador e 11%, dois ou mais colaboradores. Outro dado retratado foram os das modalidades de contratação até o fim de ano: 52% disseram que empregarão temporários, 49% abrirão vagas informais, 45% com carteira assinada, e 28% farão contratação terceirizada. O Natal foi o período mais citado entre os empresários para justificar a contratação temporária, resultando em 54% do total.

Para o consultor financeiro Marcos Sá, este cenário é benéfico para uma expressiva retomada do crescimento econômico do país. “Com mais gente trabalhando, temos mais dinheiro circulando no comércio que concentra o maior número de contratações, junto com o setor de serviços, da forma como retrata a pesquisa”, destaca. “Diferente dos anos anteriores, a animação já toma conta e as contratações já estão surgindo”, acrescenta.

Em uma cafeteria da cidade, que fica localizada dentro de um complexo gastronômico na Avenida Desembargador Moreira, as contratações já estão sendo feitas. Atendentes, barista e cumin foram selecionados e iniciam seus trabalhos na primeira semana de outubro. A principal motivação do Imprensa Café para somar mais profissionais ao seu quadro de colaboradores durante esse período são as confraternizações do fim de ano.

“Outubro e dezembro é um ótimo período de faturamento. Em nosso espaço, que conta com três ambientes diversificados e um outro mais reservado, muitas pessoas procuram para confraternizações, então é preciso profissionais para atender essa demanda”, destaca Vanessa Cavalcante. “Diante disso, fazemos cardápio especial, desconto na consumação, entre outra ações. Nosso objetivo é que não só o fim de ano seja bom, como também o início do outro seja melhor ainda. Assim, efetivamos esses colaboradores temporários”, acrescenta.

Mais de 100 mil vagas para o fim de ano

Faltando três meses para as comemorações de fim de ano, os setores varejista e de serviços já vêm se preparando para um dos melhores períodos, que promete aquecer o setor com a contratação de novos profissionais. Uma pesquisa também realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), juntamente com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), estima que aproximadamente 103 mil vagas serão abertas até dezembro — um aumento de 43,8 mil postos de trabalho em relação ao previsto ano passado.

O levantamento aponta ainda um leve recuo de 72% para 69% no percentual de empresários que não têm a intenção de fazer contratações neste fim de ano, sejam temporários, informais, efetivos ou terceirizados. A principal justificativa para os reforços do quadro de funcionários é atender ao aumento da demanda neste período do ano, com 88% das menções.

“Isso significa que o mercado de trabalho está reagindo, embora este cenário esteja longe de ser o necessário para abarcar todo o número de desempregados em nosso país. Mas esse movimento de confiança do empresariado já é motivo de comemoração, sobretudo pelas medidas que estão sendo tomadas visando facilitar a vida de quem gera renda”, avalia o consultor Marcos Sá.

Cinco atitudes que te deixam endividado

 

As dívidas são o pesadelo dos brasileiros. Mais de 60% da população está endividada, segundo números da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Há muitos fatores que contribuem para esse número, como o desemprego e a inflação que cada vez está mais alta.

A maioria das pessoas só olha para esses dados e esquece do principal: as atitudes que temos no dia a dia que detonam as nossas finanças. Separamos cinco das piores atitudes que te deixam endividado e como sair delas.

▪ Culpar os outros pela sua condição
Como educadora financeira na internet, vejo muitas pessoas apontarem os mais diversos culpados para seus problemas.

▪ Não ter controle sobre o dinheiro
Um grande número de pessoas não tem noção da quantidade de dinheiro que entra em suas contas. Um número ainda maior não sabe a quantidade que sai. As desculpas são várias: preguiça de ler o extrato, medo de ver um buraco maior que o esperado, falta de organização ou puro desinteresse.

▪ Usar cheque especial
Se está no cheque especial, tenho uma má notícia: ele não é um complemento do seu salário. Cheque especial é um empréstimo feito na hora pelo banco de juros altíssimos que não deve ser usada em hipótese alguma.

▪ Abusar do cartão de crédito
O cheque especial e o cartão de crédito são as muletas dos endividados. Se o cheque especial já está comprometido, é comum usarmos o cartão para pagar as contas do dia a dia no máximo de parcelas possíveis. Logo a fatura enche de prestações, fica muito difícil de pagá-la e, em seguida, você entra no rotativo. Para quem não tem controle financeiro, o cartão é uma grande cilada. Livre-se dele o mais rápido possível e só volte a usá-lo quando aprender a cuidar do dinheiro.

▪ Viver de aparências
Para guardar dinheiro, é preciso viver um padrão de vida abaixo de nosso salário. O problema é que muitas pessoas fazem exatamente o oposto, ostentando uma vida que não podem pagar. Você provavelmente conhece um vizinho ou colega de trabalho que troca de carro todo ano, faz viagens caríssimas e vive dizendo que “quem poupa não aproveita a vida”.

Conselho: não seja essa pessoa, você tem que ser honesto com seu salário. Quando você financia aquele carro zero por não ter condições de comprá-lo à vista, acaba gastando duas ou três vezes o valor do automóvel em juros para o banco.

Ao se educar financeiramente, o dinheiro começa a trabalhar para você. Assim, no futuro você não passa sufoco para fazer as coisas de que gosta. Lembre-se: pare de gastar o dinheiro que você não tem para agradar pessoas que não se importam com você.

E aí, o que você está fazendo para fugir das dívidas? Comente aí abaixo!

Fonte: Descomplique/ Júlia Mendonça

Nota Técnica determina novas atualizações no eSocial Contador e consultor financeiro Marcos Sá

Conforme anunciado, os usuários do sistema eSocial vão fazer uso de novas atualizações da plataforma. A Nota Técnica 15/2019, divulgada na última sexta-feira (2), marca o início da primeira fase de modernização, cujo objetivo é a simplificação do sistema, com dispensas de informação de diversos eventos, campos e a flexibilização de regras.

De acordo com o portal eSocial, como premissa, está a preservação da estrutura atual, com mudanças que não impactarão os desenvolvedores e usuários, mas já representam facilitadores no processo de trabalho. A principal mudança é a alteração de diversos grupos e campos de “OC” (Obrigatórios na Condição) para “F” (Facultativos).

O contador e consultor financeiro Marcos Sá explica que, na prática, não será mais necessário ser preenchido o grupo do evento de admissão, embora o trabalhador possua qualquer dos documentos antes exigidos. “Além disso, a nota técnica determina também que não será mais necessário o envio dos seguintes documentos: contribuição sindical patronal, convocação para trabalho intermitente, aviso prévio e tabelas de processos administrativos ou judiciais”, acrescenta.

Ainda de acordo com o portal eSocial, uma outra mudança é quanto a flexibilização na regra de afastamento do empregado, inclusive férias. Com essa Nota Técnica, será possível informar o fim de um afastamento antecipadamente, o que facilita a organização do trabalho nos casos de términos já conhecidos, como licença maternidade.

Entre outras mudanças que devem ser divulgadas assim que estiverem consolidadas estão:
– Eliminação de mais de 500 campos do leiaute
– Eliminação do NIS (Número de Identificação Social) como identificação do trabalhador
– Eliminação de informações de banco de horas
– Disponibilização de tabela de rubricas padrão para qualquer empresa
– Unificação de prazos para envio dos eventos
– Simplificação dos eventos de remuneração (S-1200) e pagamentos (S-1210)
– Não exigência de dados já constantes em outras bases
– Simplificação das informações de Segurança e Saúde no Trabalho – SST
– Implantação do módulo Web Simplificado para micro e pequenas

 

fonte: http://cnews.com.br/cnews/noticias/140887/nota_tecnica_determina_novas_atualizacoes_no_esocial

PL aprovada na CCJ estabelece prazo de 15 dias para abertura e fechamento de microempresa

Tornar-se dono do próprio negócio no Brasil é um grande desafio. O primeiro deles, enfrentado por muitas pessoas que desejam ser patrões de si, é a burocracia para registrar uma microempresa, além dos impostos e juros elevados, que desestimulam os investidores, mas a promessa de acabar com todos esses procedimentos que levam dias, ou meses, pode estar com os dias contados.

Reprodução

Um Projeto de Lei (PL 262/16), aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, pretende fixar em 15 dias úteis o prazo máximo para que sejam expedidos pelos órgãos responsáveis os registros referentes à abertura, às alterações e ao fechamento de empresas. De acordo com o texto, os órgãos dos três níveis de governo deverão estabelecer regras internas para que o prazo seja conjunto entre todos eles.

“Essa burocracia, além de ser um incômodo aos empreendedores, impede o comércio de gerar renda e postos de trabalhos”, avalia o consultor financeiro Marcos Sá. “Nessas medidas, seria recomendado que incluísse todos os caminhos a serem seguidos por meio de uma ferramenta só, simplificando processos e tornando a vida de quem quer empreender mais fácil”, completa o consultor.

A proposta inclui a medida no Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar 123/06). Já a lei atual prevê um prazo de 60 dias para que seja efetivada a baixa (extinção) nos respectivos cadastros. Esse prazo, no entanto, não é alterado pelo projeto.

Íntegra da proposta: http://bit.ly/2Ofz3uu

fonte: http://www.oestadoce.com.br/politica/pl-aprovada-na-ccj-estabelece-prazo-de-15-dias-para-abertura-e-fechamento-de-microempresa

Extinção do eSocial causa divergências entre especialistas

O Governo programou para janeiro de 2020 a extinção do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas(eSocial), plataforma que reúne informações de empresas e funcionários. A mudança ainda precisa passar pelo Congresso, mas tem causado discussões entre iniciativa privada e órgãos sindicais em relação às preocupações futuras sobre o novo sistema, que ainda deve ser anunciado.

Na avaliação de Marcos Sá, contador e consultor financeiro, o eSocial trouxe incongruência no cruzamento de informações vindas dos órgãos do Governo com o do sistema. “O fim do programa é visto com bons olhos porque é um sistema bastante complexo, que cruza a informações de diversos órgãos, então a complexidade de informação é muito grande. Em alguns casos, uma divergência de dados de um trabalhador causa problema nos cadastros”, explica.

Ainda de acordo com Sá, os empresários também consideram o sistema burocrático. “Esses cadastros dos funcionários geram um transtorno para as empresas e contadores. Os empresários não têm mais condições de fazer admissões com datas acumulativas ou avisos prévios com retroativos, que hoje não são aceitos pelo programa. Então, alguns empresários sentem resistência por parte disso. Apesar de bastante difundido, ainda tem muita gente que tem dificuldade de se acostumar com o programa”, diz.

Contudo, para Reginaldo Aguiar, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o fim do eSocial indica um retrocesso no cumprimento de leis trabalhistas, que passaram a ser mais respeitadas por parte das empresas, já que o sistema computa todos os dados do trabalhador.

“Muitos funcionários trabalham mais que a carga horária permitida, fazendo horas extras. Agora, em certas atividades, isso não é mais possível porque tudo é registrado no sistema. No antigo, essa prática era bastante comum. Os empresários estão descontentes porque não estão mais podendo burlar leis trabalhistas”, afirma Aguiar.

Novo programa

No lugar do eSocial, serão criados dois sistemas separados – um para informações trabalhistas e previdenciárias e outro para dados tributários. Apesar disso, o Governo argumenta que os dois programas serão menos burocráticos e trarão até 50% menos exigências que o modelo atual.

Questionado sobre o que se esperar do novo sistema, Sá concorda com a nova proposta do Governo. “Primeiramente, esperamos que o Governo unifique todos os cadastros. Cada órgão tem o seu cadastro e isso dificulta muito. Atualmente, todas essas informações desses órgãos são cruzadas, e quando há incongruência, o sistema não valida o cadastro do trabalhador. A simplificação seria mais fácil para as empresas”, comenta.

Em contrapartida, o economista do Dieese afirma que a pressão dos empresários no Governo resultará em um novo sistema mais flexível em sonegar informações. “O eSocial, que não chegou nem a ser implementado direito e já querem mudar, vai ser substituído por algo para permitir e abrandar fraudes”, afirma.

 

fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/negocios/extincao-do-esocial-causa-divergencias-entre-especialistas-1.2123011