Apenas 17% da população pretende utilizar o 13º para pagar contas atrasadas, aponta pesquisa

O consultor financeiro Marcos Sá aponta que a melhor forma de utilizar o salário extra é no pagamento de dívidas anteriores, ainda que os gastos de natal e ano novo sejam altos

O período do final e início de ano é sempre mais caros para os consumidores. Festas como natal, ano novo, férias e gastos como IPVA e IPTU são alguns dos gastos que os brasileiros não podem escapar e o alívio para todas essas dívidas pode ser o 13º salário. Pesquisa do SPC aponta que apenas 17% dos brasileiros pretendem utilizar o salário extra para pagar dívidas, número que deveria ser maior quando o universo de brasileiros endividados ultrapassa os 62 milhões.

 

Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que o nordeste alcançou em outubro o segundo lugar no ranking de consumidores inadimplentes, ou seja, 17 milhões de nordestinos estão negativados.

 

De acordo com o contador e consultor financeiro, Marcos Sá, a regra para se manter equilibrado com as dívidas neste período de final e início de ano é identificar o que é necessidade do que é desejo. ‘’O período da transição de um ano para outro envolve gastos que as pessoas não podem evitar, como impostos de carro, casa, matrícula, com aqueles que elas geralmente não querem evitar, que são as viagens de férias e gastos com natal e ano novo.

 

Com o pagamento do 13º salário, cerca de R$ 211 milhões serão movimentados no país, segundo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), valor que pode representar uma diminuição do número de endividados ou pode fazê-lo crescer. ‘’A aplicação do 13º salário para o pagamento de dívidas pode ser uma saída eficaz para a quitação ou diminuição delas. Para as pessoas que possuem dívidas muito altas o melhor é recorrer a uma negociação, mas quando não for esse o caso, aplicá-lo no pagamento de dívidas antigas é a melhor saída para começar o ano’’, conclui o consultor.

fonte: http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/investe-ce/2018/12/18/apenas-17-da-populacao-pretende-utilizar-o-13o-para-pagar-contas-atrasadas-aponta-pesquisa-2/

Mudança no ICMS pode subir preços de móveis e eletrodomésticos em até 40%

Uma alteração na cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre eletrodomésticos e móveis pode torná-los mais caros no Ceará. Ocorre que um decreto estadual (nº 32900) estipula a Substituição Tributária, a contar de janeiro. Isso significa que o imposto será cobrado por toda a cadeia produtiva. A avaliação dos contabilistas é que a mudança deve gerar um aumento tributário de 40% aos setores, que deverá ser repassado ao consumidor.

 

Procurados, diversos segmentos informaram que ainda não calcularam o impacto. A medida vale para a indústria, comércio varejista e atacadista de equipamentos elétricos, aparelhos eletrônicos de uso pessoal, doméstico, aparelhos e ar-condicionado. Na prática, a cobrança do ICMS é feita na venda. Com a modificação do sistema, o fabricante recolhe o tributo de todas as empresas que incorporam o processo de produção e embute a taxa no valor do produto.

 

Segundo o contador Marcos Sá, a regra elimina a possibilidade de aproveitamento de crédito e estabelece uma margem de agregação de 40%.

 

“Antes era a sistemática de débito e crédito, onde se viesse da região Sul e Sudeste vinha com um crédito de 7% e pagava o diferencial de 11%. Se visse da região Norte e Nordeste vinha com crédito de 12% e pagava um diferencial de 6%. Basicamente, o imposto na entrada (do produto no Estado) foi onerado. O que era 11% passou a 18,20% e o que era 6% passou para 16,54%”, explica.

 

Na outra ponta, as grandes empresas podem ser beneficiadas, segundo Daniel Sales, Presidente da Associação dos Contabilistas do Ceará (Acontece). “Vai aumentar a carga para os estabelecimentos principalmente o de médio porte.

 

Para as de grande porte, pode ser que fique mais em conta porque eles podem fazer um regime especial de tributação cuja carga fica reduzida em 41,18%”, aponta.

 

Erinaldo Dantas, advogado tributarista, professor de Direito Tributário e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Secção Ceará (OAB-CE), esclarece que a substituição tributária é feita para gerar mais eficiência na arrecadação e evitar a sonegação. Para ele, o decreto não deve produzir uma majoração. “O empresário já teria que pagar esse imposto quando vendesse o produto. O governo está cobrando o custo antecipado para ter certeza que será pago. A substituição não é aumento, é antecipação”, explica.

Procurada, a Secretaria da Fazenda (Sefaz) não respondeu até o fechamento desta edição.

 

A LEI 

 

Estabelecimentos deverão reter, nas operações internas, a carga líquida tributária de 6,93% sobre o valor da operação acrescido da margem de valor agregado no percentual de 40%.

 

SOBRE QUEM INCIDE 

 

FABRICAÇÃO

 

fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso doméstico, peças e acessórios; aparelhos elétricos de uso pessoal, peças e acessórios; outros aparelhos eletrodomésticos não especificados anteriormente, peças e acessórios;split system (aparelhos de ar-condicionado para uso doméstico; aparelhos e equipamentos de ar-condicionado para uso não industrial; móveis com predominância de madeira; móveis com predominância de metal; móveis de outros materiais, exceto madeira e metal.

 

COMÉRCIO ATACADISTA

 

de equipamentos elétricos de uso pessoal e doméstico; de ar-condicionado para residências; de aparelhos eletrônicos de uso pessoal e doméstico; de móveis e artigos de colchoaria; de utensílios domésticos; de ar-condicionado, condicionadores de ar para uso comercial.

 

COMÉRCIO VAREJISTA

 

especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo; de aparelho de ar-condicionado doméstico;de móveis; especializado de peças e acessórios para aparelhos eletroeletrônicos para uso doméstico, exceto informática e comunicação; de utensílios domésticos.

fonte: https://mobile.opovo.com.br/jornal/economia/2019/01/mudanca-no-icms-pode-subir-precos-de-moveis-e-eletrodomesticos-em-ate.html